13/03/2005 a 19/03/2005
09/01/2005 a 15/01/2005
26/12/2004 a 01/01/2005
12/12/2004 a 18/12/2004
28/11/2004 a 04/12/2004
14/11/2004 a 20/11/2004
31/10/2004 a 06/11/2004
24/10/2004 a 30/10/2004
17/10/2004 a 23/10/2004


Dê uma nota para meu blog


 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis






O que é isto?
euparalelo


A vida é muito boa. Via de regra este espaço é lugar de extravasar e exorcizar meus fantasmas negativos e pessimistas. Deve ser por isso que faz muito tempo que não escrevo. Ando tão bem, tão apaixonado por mim e pela vida e pelos meus amigos e amigas e tudo. É claro que tenho meus baixos, mas não merecem atenção. Minhas experiências também estão devagar. É claro que continuo me drogando, mas também é ... Bem, deixa pra lá. Depois da Semana do Bixo em Franca tudo é possível. Aliás, aquela semana estava ótima. Várias pessoas, várias drogas combinadas com vários sentimentos.

Os últimos acontecimentos foram importantes. Mas algo de diferente aconteceu: o mundo paralelo penetrou no oficial, ou vice-versa. Portanto, este blog morreu de overdose!

(temporariamente, quem sabe um dia ele volte reincarnado)



 Escrito por eu às 00h13
[ ] [ envie esta mensagem ]



Quanto tempo se passou entre hoje e a última mensagem. Foram tantas emoções, tantas confusões! Enfim, vamos começar pelo Natal, ou melhor, dois dias antes dele. No dia 23 viajei para terra de meus pais, ou para ser mais provocador da minha mãe. O meu pai vem passando por uma crise. Estava desempregado e teve que se mudar para tentar algo melhor. Mas o pior não é a falta de emprego, e sim apatia dele. Fico extremamente irritado quando ele olha pra mim com cara de piedade. Odeio que as pessoas se fazem de vítima, principalmente, se for meu pai. Às vezes parece que tenho que ensiná-lo a ser homem, pois ultimamente ele tem sido um saco de batatas. Tudo bem que a vida não foi muito boa pra ele. Mas foda-se caralho! Ergue essa cabeça. Olha para frente. E foi o que tentei fazer em casa este final de ano. Olhar pra frente. Na ceia de Natal fizemos um churras em casa e no dia fui para casa dos meus avós no cu do mundo. Alguém conhece? Foi legal porque estou conseguindo ser eu mesmo. Falar o que penso sem agredir as pessoas e ficar de bem comigo. Vocês sabem família é o oh! Toda aquela gente conservadora, aquela hipocrisia do caralho. Não sei se falei, mas tenho um tio padre. Na casa dos meus avós eu troquei algumas idéias com ele e falei de algumas experiências homossexuais. Ele ficou todo empolgado e também contou algumas dele. Foi muito dez. Mas o melhor é que à noite fomos para uma boate gay. Imaginem: eu e meu tio padre numa boate gay. Muito louco. No começo ele estava meio tímido. Mas depois que me viu beijando uma Traveco se liberou um pouco mais e ficou com um carinha. Naquela noite eu também beijei um cara e uma sapata que queria dar pra mim de qualquer jeito. Quase me bateu quando eu disse que precisava ir embora. Fiquei com uma meda!

No ano novo passei na cidade de meus pais. A virada foi na casa de uma amiga, com seus pais, seus tios, sua irmã, sua prima e um primo muito louco. Depois fomos para o Por do Sol, um barzinho muito louco freqüentado por pessoas interessantíssimas. Pra ter uma idéia tocou Cordel do Fogo Encantado. Eu nunca imaginei que um dia fosse escutar Cordel na cidade de meus pais. Uma amiga e eu piramos e demos muita risada de um carinha que tinha bebido álcool puro e estava muito chapado. Essa amiga na verdade é um pouco mais que amiga. Mas no momento não quero falar sobre ela.

Depois fui à minha cidade do coração fazer a minha inscrição na pós. Assim que desci do ônibus já encontrei uma galera e fomos para um barzinho GLS que tem Videokê. Fazia muito tempo que não cantava nesse trem.

Ontem tive uma transa ótima e depois fui à uma festa de música eletrônica, dancei 7h sem parar, nem ao menos fui ao banheiro, também com tanto suor nem precisei. Estava muito louco. Uma das melhores festas que fui.

Ah, já estava me esquecendo: eu fiquei com minha psico. Foi legal, mas já desencanei dela. Estou muito agradecido pois ela me fez se apaixonar. Coisa que acreditava não conseguir mais. Até mandei flores para ela no dia seguinte. Fazia muito tempo que isso não acontecia. Acredito que encontrei o que estava procurando: a possibilidade da paixão.



 Escrito por eu às 20h11
[ ] [ envie esta mensagem ]



Estou sem acesso à net. Estou em minha cidade familiar. E tem um monte de aborrecente gritando e não me deixa pensar. Depois eu escrevo.



 Escrito por eu às 14h46
[ ] [ envie esta mensagem ]



Como é bom viver. Sentir o sangue da paixão correr nas veias. Conhecer a loucura. Sentir a "maloka". A coisa que eu mais gostaria agora é fumar um back. Lá na rua, sozinho. Apenas em companhia da imagem da minha psico. Fazia tempo que eu não permitia a paixão entrar em minha vida. Como pude me flagelar dessa maneira? Já não me arriscava, não me sentia. Tudo começou na festa de aniversário de uma amiga em 02 de outubro. Neste dia eu apenas fiquei fascinado, sobretudo, pelos olhos e pelo sorriso encantador. Ela é linda. Infelizmente neste mesmo dia ela ficou com um cara escroto que faz engenharia. Ninguém merece. Eu odiei ver aquela cena... Calma! Nada que três anos de terapia não resolvam, e de preferência com ela. Na semana passada nós saímos novamente. Foi bem tranqüilo, nada de extraordinário. Ontem a amiga da festa, ela e eu fomos para outra cidade aqui vizinha. Eu já estava meio revoltado com a situação de não ter ninguém pra me abrir. Contar da minha vida de "maloka", essas coisas que escrevo aqui. Foi então que comecei a dar pequenos indícios para minha amiga. Na mesma hora ela percebeu e já engatou no assunto. Disse que a psico, minha paixão, é louca para experimentar maconha. Foi a deixa! A partir daí o papo rolou gostoso. Fomos para uma choperia e começamos a beber. Lógico que fiquei responsável de arrumar o back. Aliás, alguém aí pode me ajudar com esse assunto paralelo?



 Escrito por eu às 04h00
[ ] [ envie esta mensagem ]



Perdido no mundo e dentro de si. Várias pessoas me disseram que sou um perdido. Primeiro acredito que todos são, a diferença é que alguns tem consciência e outros não. Mas o gostoso de ser perdido, é se procurar e se perder ainda mais. Que graça teria a vida se fossemos de bem com nosso mundo paralelo? NENHUMA. É por isso que hoje o assunto é sexo, ou melhor, minha vida sexual. Na verdade ela anda de mal a pior. Minha companhia tem sido minha mão. Não agüento mais me masturbar. Logo terei que mudar o nome do meu blog para "diário de um punheteiro". Imaginem: "hoje me masturbei quatro vezes. A primeira estava pensando na minha colega de trabalho, a segunda foi na capa da playboy de agosto, a terceira foi na porra da minha ex-namorada e a quarta foi nessa foto...

Não se assustem, eu recebi esta foto e gostei! Como estou meio revoltado resolvi publicá-la.

Na verdade essa situação foi criada por mim e pelas circunstâncias que estou vivendo. Que coisa mais óbvia!! Se analisar bem existe uma possibilidade de transar. A questão é: eu quero transar com uma possibilidade? Claro que não. Eu quero criar uma possibilidade. Quero conquistá-la. Inventá-la em minha mente doentia. Mas não consigo. Estou preso por algo que se chama falta de identidade sexual. Por isso estou perdido. Minha vida muda tão rapidamente que a cada momento minha vida sexual dá viravoltas. Por exemplo, há dois finais de semana eu fiquei morrendo de vontade de transar com um amigo meu. Estávamos andando de moto e fiquei excitado. O pior é que ele vai ler isso. Desculpa mano, mas você pediu a realidade nua e crua. Já ontem eu estava louco de vontade de agarrar uma amiga de trabalho que é casada e tem três filhos. Ela é muito gostosa! Me deixa loooooouco. E tudo isso tem uma razão. Não sei qual, mas tem. Desconfio que seja a falta de alguém pra dividir intimidades. Pra ter um relacionamento insano. Apaixonado. Mas quer saber, a última vez que isso aconteceu foi uma das piores fases da minha vida. Então o que eu faço? Acende um back! Não tem back. Então se mata, pois pior que perdido no mundo é perdido dentro de si.



 Escrito por eu às 23h44
[ ] [ envie esta mensagem ]



Não se preocupem, ou melhor, se preocupem. Na verdade, tô nem aí com vocês. Lembram daquela música? To nem aí, to nem aí da chata da Luka? Na verdade, tô nem aí com vocês. Essa nem meia dúzia de pessoas que sabem da existência do meu blog. O fato é que estou chapado. Lembram que eu disse que tinha uns back’s. Acabo de fumar um. Logo, tudo que eu escrever nada terá sentido. O inesperado sempre vem. Você está ali, fica esperando só o momento de sua chegada. E por incrível coincidência ele sempre vem em forma de mulher. Chega como quem não quer nada, vai se instalando feito posseiro. Gente, acabo de ter uma idéia idiota. No momento estou ouvindo música eletrônica In Rotation, DJ Marky e XRS (Innerground Records) Alguém entendeu alguma coisa? Porque eu não entendi nada. Pois é acabo de tirar o CD e vou ouvir sabe quem? Vai porra de CD. Toca logo. O que aconteceu foi o seguinte. Eu estava tentando mudar o CD de música eletrônica para ouvir Maria Bethânia, mas a porra do som pifou bem agora. Agora eu não sei o que faço. A única coisa que sei é que a idéia surgiu "feito posseiro", eu lembrei daquela música do Chico Buarque que Bethânia gravou, chama-se Terezinha. O que eu queria falar é o seguinte: mais uma pessoa sabe da existência desse blog. E eu não sei o que escrevo. É um fato inesperado. E ele está me pertubando. Acho que estraguei nossa amizade virtual... Acabei de crer que não quero mais nenhuma palavra. Apenas publicar essa mensagem e ir lá fora curtir uma fossa e um cigarro. Boa Noite.



 Escrito por eu às 02h55
[ ] [ envie esta mensagem ]



Faz tempo que não escrevo no meu mundo paralelo. Acho que é por estar bem comigo. Aconteceram muitas coisas depois da última mensagem. Fui visitar minha cidade de faculdade. Finalmente sai da seca de back. Diverti-me muito. Revi amigos. Enfim, foi tudo de bom. Mas tem um detalhe ainda melhor: trouxe uns back’s pra cá. Logo, vocês sabem o que aconteceu. Faz duas semanas que tenho o privilégio de fumar uns fininhos durante as duas últimas semanas. Escutar Mundo Livre S.A. chapado é muito bom. A última vez foi quarta-feira. Fiquei ótimo. Eu não contei mas tenho uma leve mania de escrever Curta-Metragens. A última vez que escrevi um foi o ano passado. Nesta quarta finalmente tive uma idéia de curta. Ainda não terminei todo o roteiro, mas acho que vai ficar bom. Em outra oportunidade eu escrevo. Tudo isso deve-se a um grande amigo eu tem acesso e este blog, mas por sigilo não posso contar o nome, mas ele sabe. Obrigado, amigo.

Eu não contei, mas os sonhos da mensagem anterior me fizeram tomar algumas atitudes. Diante daquele quadro trágico resolvi procurar o que é Satanismo para entender melhor as expressões do meu inconsciente. No primeiro momento eu fiquei empolgado com a idéia, mas depois fui perdendo. O bom é que entendi melhor o que significa esse mundo estranho tão discriminado pelos leigos. Entrei num site português que me esclareceu algumas coisas, então vou publicá-las (não coube, está na próxima mensagem)

O site é: http://apsatanismo.org



 Escrito por eu às 17h31
[ ] [ envie esta mensagem ]



Não coube na outra mensagem!

1. O que é o Satanismo?

O Satanismo, antes de ser uma religião, é uma filosofia. Se o despir dos seus simbolismos, rituais, celebrações e dogmas, terá um conjunto de "bases" que acima de tudo exaltam o "deus" que existe dentro de cada um de nós, sejamos Satanistas ou não.

Para o Satanista, Deus, o Diabo, Anjos e Santos não passam de fragmentos da personalidade de cada um. Quando alguém exterioriza esse "Deus" ou "Diabo" o que está a fazer é deixar a sua majestade natural de lado para adorar idéias que não são suas, e de maneira indireta adorar a pessoa que criou essas idéias. Ou seja, o Satanismo não é a adoração do Diabo ou uma versão às avessas do Cristianismo, mas sim a exaltação do "Eu". A fuga de padrões pré-estabelecidos para a criação dos seus próprios padrões, criados por si para si: O individualismo.



 Escrito por eu às 17h29
[ ] [ envie esta mensagem ]



Hoje o assunto é sonho. Sonhar é bom, acordado então nem se fala. Mas os sonhos que escreverei são aqueles que temos dormindo, ou seja, são aqueles que expressam alguma coisa que nosso subconsciente quer nos dizer.

Ontem, por exemplo, sonhei que estava transando com uma amiga, sonho bom. Sabe quando você acorda com o gosto do sexo na boca e tenta dormir novamente para retomar o sonho no ponto em que parou. Então, foi exatamente isto o que aconteceu neste sonho. Pena que foi apenas um sonho.

Semana passada tive dois sonhos com a mesma coisa: estava fumando um back. O motivo talvez seja que desde julho que não faço isso e semana que vem esta seca terminará. Irei visitar a cidade em que fiz faculdade e lá tudo pode rolar, ou melhor, lá tudo vai rolar. Espero!

Mas o principal motivo desta mensagem ainda está por vir. São dois sonhos que tive há algum tempo atrás, não me recordo bem a data, mas me lembro dos dois. O primeiro eu estava nu deitado em uma mesa num quarto escuro com alguns feixes de luz vermelha sobre a parede negra. Embora não estivesse amarrado eu não conseguia me levantar, apenas executar alguns movimentos simples. Ao levantar minha cabeça observei que vinha chegando alguém desconhecido, ou muito conhecido, dependerá da interpretação. Não conseguia identificar quem era, mas vi que estava se aproximando. Ao chegar sob meus pés vejo que ele também está nu,  mas sua pele tem uma coloração vermelha, é totalmente calvo e possui dois chifres na testa. Ele olha pra mim com desejo e começa a penetrar em mim. No entanto, seu membro não fica nos limites de meu anus e, pelo meu interior, começa a subir sobre meu ventre e passa pelo meu peito até chegar em minha boca. Quanto está prestes a sair pela boca eu acordei assustado. Observei que ainda era de madrugada. Fui tomar água e voltei a dormir com o desejo de não continuar sonhando.

O segundo foi um pouco pior. Não me lembro exatamente como iniciou e nem seu desenrolar. O que não me sai da mente é o seu desfecho. O personagem era o mesmo do primeiro sonho com a diferença que ele já estava dentro de mim. Eu me olhava no espelho e não via a minha imagem habitual era a imagem dele refletida. Travei uma luta intensa para acordar, eu estava consciência mas não conseguia acordar. Havia algo me segurando na cama, me prendendo. Parecia que estava tentando dizer algo e por isso eu não podia acordar até chegar ao final. Eu queria acordar, mas não conseguia. Senti uma angustia terrível, uma dor em todo meu corpo como se eu estivesse possuído. Toda aquela energia começou a se concentrar em meu peito e subiu até minha boca. Senti que algo começou a sair de dentro de mim. Quando estava pela metade percebi que era uma espécie de um inseto enorme. Era asqueroso e cheio de patinhas. Após sair totalmente da minha boca correu sobre meu travesseiro e desapareceu. Quando ele estava correndo eu senti realmente sua presença e ouvi suas pequenas patas se movimentando próximas ao meu ouvido. Só consegui acordar quando ele desapareceu. Abri os olhos lentamente. Estava em choque, mas não me assustei. Olhei ao meu redor para encontrar alguma explicação sobre aquilo que acabará de acontecer, mas pouca coisa fazia sentido naquele momento. Acendi a luz na certeza que aquele monstro ainda estava ali por perto. Mas não havia nada, apenas eu e meus pensamentos monstruosos. Apaguei a luz, virei e dormi.



 Escrito por eu às 02h46
[ ] [ envie esta mensagem ]



Estava lendo as regras de uso do blog e olha só o que encontrei:

Os blogs não devem conter em seu conteúdo os seguintes itens:

  • banners publicitários;
  • sites que façam vendas online (o UOL tem uma estação específica para este fim, Shopping UOL);
  • material pornográfico, grosseiro, racista ou ofensivo;
  • informação sobre atividades ilegais e incitação ao crime;
  • material pornográfico ou atividades ilegais incluindo menores de 18 anos (segundo o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente);
  • material calunioso;
  • afirmações injuriosas ou difamatórias;
  • propaganda política ou opinião favorável ou contrária a candidato, partido político ou coligação e a seus órgãos ou representantes;
  • páginas e arquivos criptografados ou protegidos por senhas;
  • programas e arquivos que contenham vírus ou qualquer outro código que ponha em risco arquivos
  • programas ou componentes de computador de qualquer usuário que venha a acessar o blog; informação relativa à pirataria de software;

Será que meu blog se enquadra neste item????????????????



 Escrito por eu às 02h59
[ ] [ envie esta mensagem ]



Uma semana após o acontecido da mensagem anterior. As meninas ainda estavam na cidade e fomos para um barzinho. Lá, bebemos, fumamos um back, bebemos mais e saímos para a rua. Quando estávamos passando havia um carinha chegado e elas pediram gentilmente um back. Se eu estivesse só tenho certeza que não conseguiria, mas como uma das coisas que move o mundo é a buceta o cara arrumou um fino prontamente. Fumamos na rua mesmo e fomos para um outro bar jogar bilhar. Estávamos jogando quando olho para o lado e vejo uma usuária minha totalmente chapada de crack. Foi aí que aconteceu uma das coisas mais estranhas da minha vida. Ela chegou perto de mim e começou a falar um monte de bosta do tipo: "eu quero ajuda", "preciso sair dessa", etc, etc. É claro que eu não nego pedidos dessa natureza, mas aquele não era o momento e ela sabia disso. Estava chantageando e querendo subir na minha cabeça e das minas. Imaginem eu louco conversando com uma mais louca ainda. Na mesma hora eu me fechei e continuei a jogar bilhar e conversando com ela. Hoje defino este momento como um dos mais singulares da minha vida, único! Considero que entrei em contato com meu interior de uma tal maneira que parecia estar em alfa, beta, gama e o caralho a quatro. Estava em outro mundo. Um mundo escuro, confuso, brilhante, algo parecido com 2001: uma odisséia no espaço, em que o monolito preto era eu mesmo configurado por todos os meus eus. Para alguns pode ser blasfêmia, mas isso poderia ser um contato com Deus. Um momento totalmente de espiritualidade. Paradoxo: eu drogado tendo um momento com Deus. Não me lembrava de nada do que fiz e falei. Quando ela foi embora irritada eu olhei a mesa e não havia mais nenhuma bola para eu matar, e o jogo das meninas estavam mais da metade. Eu ganhei o jogo sem saber, sem perceber, sem ver nada do que fiz. Atordoado com o fato perguntei a minhas amiga o que tinha acontecido, elas disseram que simplesmente eu tinha acabado com o jogo e com a menina também. Falei coisas que a deixou irritada, usei argumentos dela contra ela mesma, evidenciei todas as possíveis contradições existentes em seu discurso de dependente, entre outras coisas. O fato é que não me lembrava de quase nada, apenas do meu momento interior. As duas foram ao banheiro e quase foram machucadas pela louquinha chapada, que jogou uma garrafa de cerveja no pé delas. Assustadas elas voltam para a mesa de bilhar, me explicam tudo e imediatamente vamos embora. Até hoje não sei definir aquele momento sublime de minha vida. Costumo pensar como um momento de forte tensão em que cada tacada de bilhar era uma bolada na consciência de minha amiga usuária.



 Escrito por eu às 05h22
[ ] [ envie esta mensagem ]



Depois da minha formatura eu estava três meses sem fumar back, foi quando retornei para a cidade que fiz faculdade para visitar uns amigos e amigas e, é claro, o matinho bom. Depois desse dia fiquei mais três meses sem usar. Foi quando aconteceu: férias de meio de ano, estava sozinho em casa quando um amigo, sua prima e sua amiga de São Paulo vieram para cá. Era sábado dia de baile, eu havia comprado whisky e estava bebendo e dançando e pulando Led Zeppelin quando os três chegaram com maconha e cocaína. Cheiramos uma carreira, minha primeira vez. Nunca imaginava que um dia eu faria isso. Eu tinha mal-estar só de pensar em cheirar um pó branco esquisito que me daria barato. Na hora não senti muita coisa, apenas esse mesmo mal-estar e um desconforto no nariz. Depois foi entorpecendo minha boca e meus dentes ficaram sensíveis. Fomos para o quarto e acendemos um back. Fiquei muito louco neste dia. Álcool, back e pó. Não sabia bem qual estava fazendo efeito. Me vesti e fomos para a casa desse meu amigo para ele e elas se arrumarem. Estava tudo estranho, tudo lindo, tudo brilhante. No meio do baile saímos para fumar mais um e cheirar mais uma, eu apenas fumei. Dançamos muito e casa.

Hoje recebi uma notícia que há muito esperava: cloridrato de anfepramona. Traduzindo: anfetamina. Uma amiga conseguiu 60 capsulas de 30mg cada. Vai ser tudo de bom. Sistema nervoso central a mil por horas, apetite inibido, emagrecimento rápido, horas e horas acordado, leitura, falta de sono, enfim, tudo que uma pessoa normal possa desejar. Pena que chegará só semana que vem. Enquanto isso temos uma parada de pó para o final de semana.



 Escrito por eu às 00h54
[ ] [ envie esta mensagem ]



O primeiro semestre foi muito conturbado e repleto de experiências. Como não me recordo exatamente os meses vou apenas falar sobre os acontecimentos. Não sei bem ao certo, mas acho que foi no mês de abril, que tive minha primeira experiência homossexual. Foi num sábado a tarde. Um amigo veio me visitar e começamos a conversar sobre assuntos sexuais. Eu disse a ele que nunca havia feito nada com um homem, embora tivesse muita vontade. Trocamos alguns olhares de desejos e começamos a trocar carícias. Fomos para o quarto e nos beijamos e transamos. Eu fui o passivo. Isso mesmo, eu dei! E dói. Depois de gozar, todo o tesão se foi junto com ele. Na mesma hora quis me levantar e sair correndo do quarto. Eu não queria conversar e nem ficar deitado na cama. Não queria nada que tivesse uma conotação emotiva, sentimental. Apenas sexo e tesão e curiosidade. Não me arrependo da experiência, tanto que houveram outras que relatarei em outro momento. Foi bom, mas acho que não é minha praia. Eu gosto de mulher, gosto de seios, eu adoro seios. Talvez esteja tentando me enganar com essa opinião (auto-engano), mas no momento é isso que sinto. A minha principal dúvida é se eu sou bissexual ou se estou indeciso entre ser homo ou hetero. Cobro-me constantemente uma decisão. Mas quer saber, foda-se! Quem disse que temos que ser uma coisa ou outra? Que determinismo é esse? Temos que viver intensamente cada momento como se fosse único, porque ele é. Aproveitar as oportunidades da vida. Experimentar de tudo um pouco. Viver nossa complexidade humana de forma complexa.

Outra experiência no primeiro semestre foi ir a uma boate gay. No caminho eu fui beijando um amigo e quando chegamos lá eu acabei ficando com um travesti. Não sei porque tenho fetiche por travestis. Adoro aquela aparência andrógina. Tentei achar a razão desse sentimento e a conclusão que cheguei foi que os travestis satisfazem meu lado bissexual. Eles misturam os sexos de forma única. São mulheres em corpos de homens e que, no entanto, não se parecem com nenhum dos dois. São seres singulares. E alguns deles tem seios, tudo bem que é silicone, mas são seios, e como disse antes eu adoro seios.



 Escrito por eu às 02h48
[ ] [ envie esta mensagem ]



Eu achava que havia aproveitado a faculdade, mas hoje vejo que não foi o suficiente. Não sei se é por minha culpa, ou se é da essência humana ser insatisfeito. Será que quando morrermos será assim::

Epitáfio (Titãs)

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Devia ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos

Será que nunca ficaremos satisfeitos? Será que apenas ficaremos satisfeitos com a morte e seu gosto amargo de arrependimento? Tomara que não. Afinal, esse é um dos principais motores da vida. Digo principais pois acredito que existem outros, por exemplo, sexo. Acho que gostaria de morrer agora. Agora não, mas há alguns dias atrás sim. O que eu mais desejava era a morte. É difícil encontrar algo que vale a pena viver no mundo paralelo do seu próprio eu. Às vezes tudo parecer ter apenas uma dimensão que leva ao encontro da morte. E lá esta ela toda bela com seus lábios carnudos, pele macia, sinta-liga vermelha, ardente de tesão. É a luz no fim do túnel que se apresenta como uma solução fria e desejada de questões que, se realmente pensarmos, não valem a pena pensar.

Tudo isso se deve as burradas que tenho feito com meu coração. Escrevi alguns e-mail’s toscos para minha ex namorada. E e-mail’s toscos só poderiam ser respondidos toscamente. Fazer o que? Realmente gostaria de resolver essa situação em conjunto, mas terei que me conformar com minha consciência pesada. Deve ser por isso que hoje resolvi aceitar um convite de uma amiga e visitar um Centro Espírita. Gostei. Mas acho que ultimamente tenho sito muito racional com questões de fé. E fé não é para se questionar, caso contrário não é fé. Ela é dogma. Ou você acredita, ou não. Em sua lógica não tem espaço para questões ou perguntas. É só dizer amém, amém e amém. E é isso que eu não gosto, mas preciso. Por outro lado, no meu trabalho onde eu deveria ter mais reflexão e racionalidade eu tenho sido um idiota. Deve ser falta de maconha! Será? O que eu faço? Preciso de uma droga para aliviar algumas dores, nem que seja a religião, que se pensarmos bem possui a mesma lógica das drogas. Ela alivia as dores mundanas através de algo falso, metafísico, ou seja, de uma ilusão dos sentidos. Caso você nao se cuide, ela rouba seu dinheiro através do dízimo que é usado para satisfazer os desejos sexuais dos padres e pastores. Isto acontece porque ambos são criações humanas e o ser humano é assim. Em todas as suas criações haverá o mesmo princípio ou algo semelhante. Deus não passa de um grande amigo imaginário criado por um louco cheirado.



 Escrito por eu às 04h33
[ ] [ envie esta mensagem ]



Continuando nossa restrospectiva vamos para o mês de janeiro deste ano. Como disse antes eu tinha uma namorada. Nosso relacionamento (três anos) era uma negação total de individualidades mútua, ou seja, tanto eu quanto ela não soubemos trabalhar nossas individualidades sem negar a do outro. Era um inferno, mas era bom. Principalmente na cama. Agora sei porque a imagem do inferno vem sempre carregada de sexualidade e prazeres mundanos. É porque, ao mesmo tempo, eles são bons e gostosos e prazerosos e dolorosos e sofridos e conflituosos. É como se fosse um peido seu fedido que você não consegue parar de cheirar.

O fato é que no último ano de faculdade eu a trai deliberada e exageradamente. Tudo começou numa festa da minha turma. Foi loucura. A festa se resumia em back, breja e mulher. Portanto, fumar, beber e beijar foram as coisas que mais fiz naquele dia. O auge foi no momento em que haviam cinco mulheres e dois homens (eu era um deles) numa mesma sala e todos se beijando. Depois desses momentos surubais eu acabei indo para casa de uma delas, uma amiga por sinal. Nem preciso falar o que aconteceu lá. Foi bom. Mas isso acarretou no fim do meu relacionamento. No baile da minha formatura, em dezembro, um amigo da minha ex contou sobre o ocorrido e foi um horror: voz alta, palavrão, ofensas, passado, mais palavrões, desespero e tapas. Opa, não chegou até aí, mas quase. Depois disso ainda ficamos um tempo juntos. MASOQUISMO TOTAL POR AMBAS AS PARTES! Pra ser mais exato até janeiro deste ano, onde tudo mudou.

Foi em janeiro que me mudei pra cá. Ela, no entanto, morava e mora a quase 800 km de distância. Falta de confiança + distância = fim de namoro. Bom ou mal? Não sei, apenas o tempo irá dizer. E ele é muito confuso pra essas coisas. Durante todo esse período solteiro tive todos os sentimentos possíveis em relação a ela. Hoje estou mais tranqüilo, mas dois dias atrás estava um pesadelo.

Mas janeiro não foi só infelicidade. Afinal, foi o mês em que eu comecei a trabalhar. Neste período ainda não tinha todos aqueles conflitos dos quais relatei na mensagem anterior, estava firme em minha sobriedade. E sempre é bom começar a trabalhar na profissão que escolheu. Tudo novo: amigos, perspectivas, planos, realidade e, é claro, salário. No início morei dois meses com um casal de amigos e hoje moro em uma república com dois estudantes. Em resumo foi um mês bom, livre da minha ex-namorada que me prendia demasiadamente e me sufocava, me divertindo, trabalhando e ganhando uma quantia que não estava acostumado. Afinal, eu era universitário e universitário é tudo duro.



 Escrito por eu às 00h45
[ ] [ envie esta mensagem ]



[ ver mensagens anteriores ]