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O que é isto?
euparalelo


Eu achava que havia aproveitado a faculdade, mas hoje vejo que não foi o suficiente. Não sei se é por minha culpa, ou se é da essência humana ser insatisfeito. Será que quando morrermos será assim::

Epitáfio (Titãs)

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Devia ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos

Será que nunca ficaremos satisfeitos? Será que apenas ficaremos satisfeitos com a morte e seu gosto amargo de arrependimento? Tomara que não. Afinal, esse é um dos principais motores da vida. Digo principais pois acredito que existem outros, por exemplo, sexo. Acho que gostaria de morrer agora. Agora não, mas há alguns dias atrás sim. O que eu mais desejava era a morte. É difícil encontrar algo que vale a pena viver no mundo paralelo do seu próprio eu. Às vezes tudo parecer ter apenas uma dimensão que leva ao encontro da morte. E lá esta ela toda bela com seus lábios carnudos, pele macia, sinta-liga vermelha, ardente de tesão. É a luz no fim do túnel que se apresenta como uma solução fria e desejada de questões que, se realmente pensarmos, não valem a pena pensar.

Tudo isso se deve as burradas que tenho feito com meu coração. Escrevi alguns e-mail’s toscos para minha ex namorada. E e-mail’s toscos só poderiam ser respondidos toscamente. Fazer o que? Realmente gostaria de resolver essa situação em conjunto, mas terei que me conformar com minha consciência pesada. Deve ser por isso que hoje resolvi aceitar um convite de uma amiga e visitar um Centro Espírita. Gostei. Mas acho que ultimamente tenho sito muito racional com questões de fé. E fé não é para se questionar, caso contrário não é fé. Ela é dogma. Ou você acredita, ou não. Em sua lógica não tem espaço para questões ou perguntas. É só dizer amém, amém e amém. E é isso que eu não gosto, mas preciso. Por outro lado, no meu trabalho onde eu deveria ter mais reflexão e racionalidade eu tenho sido um idiota. Deve ser falta de maconha! Será? O que eu faço? Preciso de uma droga para aliviar algumas dores, nem que seja a religião, que se pensarmos bem possui a mesma lógica das drogas. Ela alivia as dores mundanas através de algo falso, metafísico, ou seja, de uma ilusão dos sentidos. Caso você nao se cuide, ela rouba seu dinheiro através do dízimo que é usado para satisfazer os desejos sexuais dos padres e pastores. Isto acontece porque ambos são criações humanas e o ser humano é assim. Em todas as suas criações haverá o mesmo princípio ou algo semelhante. Deus não passa de um grande amigo imaginário criado por um louco cheirado.



 Escrito por eu às 04h33
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Continuando nossa restrospectiva vamos para o mês de janeiro deste ano. Como disse antes eu tinha uma namorada. Nosso relacionamento (três anos) era uma negação total de individualidades mútua, ou seja, tanto eu quanto ela não soubemos trabalhar nossas individualidades sem negar a do outro. Era um inferno, mas era bom. Principalmente na cama. Agora sei porque a imagem do inferno vem sempre carregada de sexualidade e prazeres mundanos. É porque, ao mesmo tempo, eles são bons e gostosos e prazerosos e dolorosos e sofridos e conflituosos. É como se fosse um peido seu fedido que você não consegue parar de cheirar.

O fato é que no último ano de faculdade eu a trai deliberada e exageradamente. Tudo começou numa festa da minha turma. Foi loucura. A festa se resumia em back, breja e mulher. Portanto, fumar, beber e beijar foram as coisas que mais fiz naquele dia. O auge foi no momento em que haviam cinco mulheres e dois homens (eu era um deles) numa mesma sala e todos se beijando. Depois desses momentos surubais eu acabei indo para casa de uma delas, uma amiga por sinal. Nem preciso falar o que aconteceu lá. Foi bom. Mas isso acarretou no fim do meu relacionamento. No baile da minha formatura, em dezembro, um amigo da minha ex contou sobre o ocorrido e foi um horror: voz alta, palavrão, ofensas, passado, mais palavrões, desespero e tapas. Opa, não chegou até aí, mas quase. Depois disso ainda ficamos um tempo juntos. MASOQUISMO TOTAL POR AMBAS AS PARTES! Pra ser mais exato até janeiro deste ano, onde tudo mudou.

Foi em janeiro que me mudei pra cá. Ela, no entanto, morava e mora a quase 800 km de distância. Falta de confiança + distância = fim de namoro. Bom ou mal? Não sei, apenas o tempo irá dizer. E ele é muito confuso pra essas coisas. Durante todo esse período solteiro tive todos os sentimentos possíveis em relação a ela. Hoje estou mais tranqüilo, mas dois dias atrás estava um pesadelo.

Mas janeiro não foi só infelicidade. Afinal, foi o mês em que eu comecei a trabalhar. Neste período ainda não tinha todos aqueles conflitos dos quais relatei na mensagem anterior, estava firme em minha sobriedade. E sempre é bom começar a trabalhar na profissão que escolheu. Tudo novo: amigos, perspectivas, planos, realidade e, é claro, salário. No início morei dois meses com um casal de amigos e hoje moro em uma república com dois estudantes. Em resumo foi um mês bom, livre da minha ex-namorada que me prendia demasiadamente e me sufocava, me divertindo, trabalhando e ganhando uma quantia que não estava acostumado. Afinal, eu era universitário e universitário é tudo duro.



 Escrito por eu às 00h45
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Existem apenas duas explicações para você, leitor, ter acesso a este blog: 1) por acaso, estava procurando alguma coisa na net e acabou caindo aqui; e 2) você é extremamente privilegiado em eu ter passado este endereço e existem algumas razões para isso: ou você é muito meu amigo(a), ou você tem uma mente muito aberta, ou ambos, ou ainda você é bem distante da minha vida social e por isso não agirá com discriminação. Vou explicar porque. Na verdade eu já tenho um blog, você deve saber. Mas naquele blog eu não expresso todas as minhas opiniões sobre determinados assuntos. Também não digo tudo que faço, nem tão pouco faço tudo que digo. Mas porque isso? Simples, eu acabei informando o endereço para pessoas que NÃO PODEM saber sobre determinados assuntos da minha vida, pode ser prejudicial. E ao ler este blog você entenderá do que estou falando. Aqui você não verá nenhuma referência de quem eu seja socialmente: nome, endereço, profissão, amigos, etc. Mas terá a oportunidade de me conhecer individualmente, saber meus segredos mais íntimos, minhas opiniões mais toscas, saber o que realmente faço pela vida. Aqui você me verá totalmente nu, sem nenhuma preocupação social. Entenderá alguns sentimentos deixados entre linhas em mensagens no blog oficial. Mas porque estou fazendo isso? Preciso de uma válvula de escape. O meu eu está sendo muito sufocado e tenho medo de explodir a qualquer hora, o que não seria uma má idéia. Então escreverei tudo. E os principais assuntos serão: EU, Eu e o sexo, Eu e as drogas, Eu e minha profissão, Eu e o amor, Eu e meus sentimentos, EU e EU.

Os primeiros assuntos são sempre muito difíceis. Para contextualizar, farei algumas considerações e uma retrospectiva do ano de 2004:

Eu me formei ano passado. Antes minha vida era de universitário. E vocês sabem como é vida de universitário. Meus últimos quatro anos foram: estudar, namorar, festas, amigos e maconha. Acho que fumei consideravelmente, sem muitos exageros, só o necessário. Para terem uma noção a média ficaria entre todos os finais de semana dos quatro últimos anos. Normalmente eu fumava no final de semana, sexta e sábado de preferência. Mas tiveram exceções para os dois lados: fumei durante a semana e não fumei durante o final dela. Tenho que confessar: EU ADORO MACONHA!!! E por ter consciência dessa adoração eu acabo conseguindo me controlar um pouco. Contraditório? Nem tanto. Admito que sou um viciado moderado (se é que isso possa existir). Tanto é que este ano fumei apenas em três ocasiões e considerando a média é um grande controle. Por adorar eu sei os riscos que corro. Sei alguns limites, que às vezes faço questão de ultrapassar, afinal limites são feitos para isso, caso contrário a vida não teria a menor graça. Confesso também que estou morrendo de vontade de fumar um back enorme. E aí entra o problema: o ano de 2004. Depois de formado na área de humanas vim trabalhar em uma cidade de pequeno porte, cerca de 20 mil habitantes. O detalhe é o seguinte: trabalho com a realidade da dependência química. Vocês percebem a situação que estou vivendo? Um viciado tratando de viciados. Por um lado, pode ser bom, afinal tenho conhecimento de causa e seria ainda melhor se eu estivesse a intenção de parar. Mas, pelo outro, embora em sobriedade forçada, não tenho a menor intenção de parar e os conflitos decorrentes entre o querer e o dever são muitos.



 Escrito por eu às 02h40
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