13/03/2005 a 19/03/2005
09/01/2005 a 15/01/2005
26/12/2004 a 01/01/2005
12/12/2004 a 18/12/2004
28/11/2004 a 04/12/2004
14/11/2004 a 20/11/2004
31/10/2004 a 06/11/2004
24/10/2004 a 30/10/2004
17/10/2004 a 23/10/2004


Dê uma nota para meu blog


 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis






O que é isto?
euparalelo


Uma semana após o acontecido da mensagem anterior. As meninas ainda estavam na cidade e fomos para um barzinho. Lá, bebemos, fumamos um back, bebemos mais e saímos para a rua. Quando estávamos passando havia um carinha chegado e elas pediram gentilmente um back. Se eu estivesse só tenho certeza que não conseguiria, mas como uma das coisas que move o mundo é a buceta o cara arrumou um fino prontamente. Fumamos na rua mesmo e fomos para um outro bar jogar bilhar. Estávamos jogando quando olho para o lado e vejo uma usuária minha totalmente chapada de crack. Foi aí que aconteceu uma das coisas mais estranhas da minha vida. Ela chegou perto de mim e começou a falar um monte de bosta do tipo: "eu quero ajuda", "preciso sair dessa", etc, etc. É claro que eu não nego pedidos dessa natureza, mas aquele não era o momento e ela sabia disso. Estava chantageando e querendo subir na minha cabeça e das minas. Imaginem eu louco conversando com uma mais louca ainda. Na mesma hora eu me fechei e continuei a jogar bilhar e conversando com ela. Hoje defino este momento como um dos mais singulares da minha vida, único! Considero que entrei em contato com meu interior de uma tal maneira que parecia estar em alfa, beta, gama e o caralho a quatro. Estava em outro mundo. Um mundo escuro, confuso, brilhante, algo parecido com 2001: uma odisséia no espaço, em que o monolito preto era eu mesmo configurado por todos os meus eus. Para alguns pode ser blasfêmia, mas isso poderia ser um contato com Deus. Um momento totalmente de espiritualidade. Paradoxo: eu drogado tendo um momento com Deus. Não me lembrava de nada do que fiz e falei. Quando ela foi embora irritada eu olhei a mesa e não havia mais nenhuma bola para eu matar, e o jogo das meninas estavam mais da metade. Eu ganhei o jogo sem saber, sem perceber, sem ver nada do que fiz. Atordoado com o fato perguntei a minhas amiga o que tinha acontecido, elas disseram que simplesmente eu tinha acabado com o jogo e com a menina também. Falei coisas que a deixou irritada, usei argumentos dela contra ela mesma, evidenciei todas as possíveis contradições existentes em seu discurso de dependente, entre outras coisas. O fato é que não me lembrava de quase nada, apenas do meu momento interior. As duas foram ao banheiro e quase foram machucadas pela louquinha chapada, que jogou uma garrafa de cerveja no pé delas. Assustadas elas voltam para a mesa de bilhar, me explicam tudo e imediatamente vamos embora. Até hoje não sei definir aquele momento sublime de minha vida. Costumo pensar como um momento de forte tensão em que cada tacada de bilhar era uma bolada na consciência de minha amiga usuária.



 Escrito por eu às 05h22
[ ] [ envie esta mensagem ]



Depois da minha formatura eu estava três meses sem fumar back, foi quando retornei para a cidade que fiz faculdade para visitar uns amigos e amigas e, é claro, o matinho bom. Depois desse dia fiquei mais três meses sem usar. Foi quando aconteceu: férias de meio de ano, estava sozinho em casa quando um amigo, sua prima e sua amiga de São Paulo vieram para cá. Era sábado dia de baile, eu havia comprado whisky e estava bebendo e dançando e pulando Led Zeppelin quando os três chegaram com maconha e cocaína. Cheiramos uma carreira, minha primeira vez. Nunca imaginava que um dia eu faria isso. Eu tinha mal-estar só de pensar em cheirar um pó branco esquisito que me daria barato. Na hora não senti muita coisa, apenas esse mesmo mal-estar e um desconforto no nariz. Depois foi entorpecendo minha boca e meus dentes ficaram sensíveis. Fomos para o quarto e acendemos um back. Fiquei muito louco neste dia. Álcool, back e pó. Não sabia bem qual estava fazendo efeito. Me vesti e fomos para a casa desse meu amigo para ele e elas se arrumarem. Estava tudo estranho, tudo lindo, tudo brilhante. No meio do baile saímos para fumar mais um e cheirar mais uma, eu apenas fumei. Dançamos muito e casa.

Hoje recebi uma notícia que há muito esperava: cloridrato de anfepramona. Traduzindo: anfetamina. Uma amiga conseguiu 60 capsulas de 30mg cada. Vai ser tudo de bom. Sistema nervoso central a mil por horas, apetite inibido, emagrecimento rápido, horas e horas acordado, leitura, falta de sono, enfim, tudo que uma pessoa normal possa desejar. Pena que chegará só semana que vem. Enquanto isso temos uma parada de pó para o final de semana.



 Escrito por eu às 00h54
[ ] [ envie esta mensagem ]



O primeiro semestre foi muito conturbado e repleto de experiências. Como não me recordo exatamente os meses vou apenas falar sobre os acontecimentos. Não sei bem ao certo, mas acho que foi no mês de abril, que tive minha primeira experiência homossexual. Foi num sábado a tarde. Um amigo veio me visitar e começamos a conversar sobre assuntos sexuais. Eu disse a ele que nunca havia feito nada com um homem, embora tivesse muita vontade. Trocamos alguns olhares de desejos e começamos a trocar carícias. Fomos para o quarto e nos beijamos e transamos. Eu fui o passivo. Isso mesmo, eu dei! E dói. Depois de gozar, todo o tesão se foi junto com ele. Na mesma hora quis me levantar e sair correndo do quarto. Eu não queria conversar e nem ficar deitado na cama. Não queria nada que tivesse uma conotação emotiva, sentimental. Apenas sexo e tesão e curiosidade. Não me arrependo da experiência, tanto que houveram outras que relatarei em outro momento. Foi bom, mas acho que não é minha praia. Eu gosto de mulher, gosto de seios, eu adoro seios. Talvez esteja tentando me enganar com essa opinião (auto-engano), mas no momento é isso que sinto. A minha principal dúvida é se eu sou bissexual ou se estou indeciso entre ser homo ou hetero. Cobro-me constantemente uma decisão. Mas quer saber, foda-se! Quem disse que temos que ser uma coisa ou outra? Que determinismo é esse? Temos que viver intensamente cada momento como se fosse único, porque ele é. Aproveitar as oportunidades da vida. Experimentar de tudo um pouco. Viver nossa complexidade humana de forma complexa.

Outra experiência no primeiro semestre foi ir a uma boate gay. No caminho eu fui beijando um amigo e quando chegamos lá eu acabei ficando com um travesti. Não sei porque tenho fetiche por travestis. Adoro aquela aparência andrógina. Tentei achar a razão desse sentimento e a conclusão que cheguei foi que os travestis satisfazem meu lado bissexual. Eles misturam os sexos de forma única. São mulheres em corpos de homens e que, no entanto, não se parecem com nenhum dos dois. São seres singulares. E alguns deles tem seios, tudo bem que é silicone, mas são seios, e como disse antes eu adoro seios.



 Escrito por eu às 02h48
[ ] [ envie esta mensagem ]



[ ver mensagens anteriores ]